O Alfarrabista de Ponta Delgada é uma narrativa a duas vozes, em geografias e tempos distintos. Laura silencia, desde a adolescência, uma memória terrível, avivada nos despovoados dias da pandemia. George Brown, jardineiro-chefe, acalenta o sonho de pôr o vento a tanger nas árvores. Um retrato dos Açores, e seus amos, na segunda metade de Oitocentos.
“É um livro belo como um jardim.” – Fernando Alves, TSF
“(...) serão outras as águas que cercam a ação de o Alfarrabista, uma narrativa a duas vozes e cujo cenário se situa nos Açores. De um lado está a protagonista que procura entre os livros antigos um exemplar do diário da outra figura com que divide a história, o jardineiro George Brown. Tal como Laura receia abrir o volume quando lhe chegou às mãos, também o leitor avança com cuidado para não se desiludir com o perfume de um argumento sedutor. Como se diz numa frase, um "jardim botânico é mais do que um conjunto de árvores exóticas, é uma obra de arte". É dessa vegetação literária que o romance está repleto, bem como de outros conhecimentos, como o de educar o vento do Pico. Tal como o jardineiro é aconselhado a não desistir de utopias, o Alfarrabista faz acreditar que ainda existem livros que são verdadeiras belezas.” - João Céu e Silva, Diário de Notícias
“Belo romance, que, através das múltiplas personagens (…) espelha a complexidade das diversas facetas do género humano, evidenciando como este se destaca maldosamente da harmonia natural, mas que, em última análise, com entorses e desequilíbrios, que podem durar séculos a corrigir (a desigualdade social nos Açores), o Bem prevalece sobre o Mal e as boas intenções (de Brown e Laurinha), de natureza ética, predominam sobre as maldosas”. – Miguel Real, Jornal de Letras
Crónica de Fernando Alves sobre o livro: https://www.tsf.pt/programa/sinais/o-vento-em-busteliberne-14909143.html
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